Que não rola
menstruação na gravidez todo mundo já sabe e levanta as mãos pra
o céu por isso. Afinal, poucas são as mulheres que levam de boa
esse periodozinho do mês, né? Mas a má notícia é que a TPM segue
firme e forte, ao menos alguns sintomas dessa danada.
Se teve uma coisa
que eu aprendi com a gestação é que o nosso corpo se comunica com
a gente a todo momento. Desconfiei que estava grávida, por exemplo,
porque comecei a interpretar as mudanças apontadas pelo meu
organismo. À primeira vista, todas elas podiam facilmente ser
confundidas com a preparação do corpo para a descamação do útero,
a menstruação: peitos e barriga inchados, certo incômodo nas
costas, canseira nas pernas e a pele mais oleosa. Descobri,
entretanto, e com grande susto, que todos esses eram também sintomas
das primeiras semanas de uma gravidez.
Meu primeiro
trimestre foi na base do cabelo revoltado, espinhas em erupção, uma
autoestima no pé e frituras e chocolates. E vou te dizer: os médicos
que me perdoem, mas batata frita foi fundamental. Eu me sentia a
pessoa mais feia do mundo, nenhuma roupa cabia direito e, ao mesmo
tempo, eu não era grávida às vistas de quem passava. Me sentia uma
gorda feia e que se “ajudava” comendo ainda mais e pior. A boa
notícia é que tudo isso PASSA! Quando chega o quarto mês, você
passa a se ver linda. Sim, porque é muito mais uma questão também
de dentro pra fora do que de espelho.
Entretanto, não vou
poder falar o mesmo das variações de humor...essas, minha amiga,
agarre-se nelas e aprenda a lidar, pois, na maioria dos casos, irão
te acompanhar por um BOM tempo. São exatamente aquelas vividas dias
antes da menstruação, só que elevadas à décima potência.
Tudo era motivo de
choro durante a minha gravidez. Eu vivia o mundo à flor da pele. Mas
não era exatamente negativo isso. Acho que a sensação era de que
tudo era mais digerido pelo coração, tudo. Nada passava
despercebido. Se eu já era analítica com as pessoas, uma vírgula
mal dirigida a mim, naquele momento, era motivo pra um auê que só
vendo! Mas talvez por isso também tenha sido a fase em que mais
livros bem lidos eu tracei, por exemplo. E mais textos escrevi. Eu me
sentia realmente muito mais sensível. Tenta ver sob que ângulo você
pretende enxergar tudo isso e dá teu pulo do gato!
Pensando sobre essa
TPM sem M que a gente vive durante a gravidez, tenho cada vez mais
certeza de que é só mais uma forma que a natureza tem de ajudar a
nos fazer mães, pouco ou pouco, antes de parir. Essa sensibilidade é
tão angustiante quanto necessária para a próxima e eterna fase que
está por vir: o nascimento do filho. Sim, eterna. Tanto Francisco
quanto eu nascemos um tantinho a cada dia: ele, filho; eu, mãe. Nos
sensibilizando às mudanças. Chorando de um lado, no berço;
chorando do outro lado, do berço. Mas numa sensibilidade um pouco
mais amadurecida, exatamente porque viveu esse processo de gestação
por nove meses. Acredito realmente nisso. Ou foi mais uma historinha
que criei pra tornar esse pedacinho mais fácil.
No mais, uma
listinha para passar pelos maus bocados:
1) Permita-se a
frescura. Sim. Quando alguma tia chegar dizendo “afe, essa menina
tá é cheia dos não me toque. Na minha época era diferente… tive
essas coisas não”, apenas ignore;
2) Se evitar um
alimento que te faz mal começar a te dar faniquitos de ansiedade,
corra atrás da batata frita mais perto de você. O que me leva ao
próximo tópico:
3) Saiba
urgentemente diferenciar o que é fome e o que é desculpa pra comer
o que não deve. Importante: Não use seu filho para se enganar. É
lição pra aprender desde já. Pratiquemos!;
5) Não tome remédios sem indicação médica. Parece óbvio, mas não custa ratificar. Se sofre de enxaquecas, como eu, numa crise, fale com seu médico e vá em algum hospital que tenha emergência obstétrica. Eles vão saber como medicar adequadamente;
4) Bom pra enjoo,
bom pra ansiedade, bom pra hidratar: congele uva, água de coco e o
que sua imaginação permitir e mastigue. Você vai se sentir menos
atacada pra comer e bem espertinha, diga-se de passagem!
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