Definitivamente,
dormir não é o forte do meu filho. E acho que muitos pais por aqui
vão se compadecer com a minha história.
Nos primeiros dias
de vida, entretanto, Francisquinho dormia tanto, que era possível
carregá-lo, remexê-lo, falar alto, talvez tocar uma banda de frevo
do lado dele, que nada acontecia, o sono era inabalável. O problema
era que esse sono todinho acontecia de dia.
As primeiras duas
semanas foram bem difíceis para mim. Era de 21h às 9h em claro.
Sempre tinha um que vinha com “quando o bebê dorme, a mãe dorme,
Amanda”. Verdade, mas além de dormir, eu queria comer, tomar um
banho, lavar meu cabelo e dar uma vividinha, quem sabe. E nesse meio
tempo, acontecia de ele chorar e eu nem ter tirado o xampu da cabeça
ainda. Então, se me permitem um conselho: se entreguem um pouco
nesse período mesmo. Termina sendo menos cansativo do que lutar
contra esses primeiros dias de adaptação, tanto dos pais quanto do
neném.
Lembro-me
perfeitamente da seguinte cena: eu sentada na cadeira de balanço,
amamentando sem fim, tentando lutar para segurar as pálpebras
abertas, com medo de derrubá-lo, enquanto o pai semidormia no outro
quarto segurando a babá eletrônica. Walking dead era pouco
para resumir a vida da gente naquele comecinho. E acho até que
passamos relativamente bem por essa fase, sabe? Não houve muito
desespero. A preocupação era tanta em entender aquele novo ser
humaninho, que conseguir alimentá-lo dignamente já era uma vitória.
E quando isso acontecia, o sono acabava por chegar.
Chorando ao pé do
ouvido da pediatra, ela deu luz aos pais cegos e de primeira viagem,
a primeira dica valiosíssima que tivemos naquele momento: ela nos
apresentou a ideia de rotina, que
tento, diariamente, seguir religiosamente
durante a semana. Nos finais
de semana, confesso, a coisa fica meio esculhambada. Mas também não
dá pra robotizar demais a vida, né?
Com a rotina,
Francisquinho também aprendeu a prever o passo a passo do seu dia.
Os horários foram ficando mais ou menos determinados. É claro que
cada idadezinha foi pedindo novas adaptações, mas sempre insisti
nessa ideia das atividades diárias acontecendo sem grandes mudanças,
sabe?
No
primeiro mês,
Francisco dormia no
berço e eu dormia numa cama ao lado, no quartinho dele. A partir do
segundo mês,
quando ele começou as vacinas, passou a compartilhar a
cama de casal (dá um google
aí em “cama compartilhada”. Tem estudos interessantíssimos
sobre as benesses dessa modalidade de sono),
comigo, no meu quarto. Eu encostava a cama na parede e tomava
as devidas providências para que a dormida fosse segura. Foi
assim que eu me senti mais confortável naquele momento. Eu
queria ter a certeza de que eu poderia controlar as reações das
vacinas, aferir a temperatura, ouvir qualquer choramingo dele bem
pertinho de mim. Até
hoje, sigo acreditando
muito numa máxima que diz
que “quando a
mãe está bem, a criança normalmente também fica bem”.
Foi assim que, até
o terceiro mês,
dormíamos juntos e superbem.
Àquela
altura, meu filho já tinha entrado mais ou menos numa rotina e
conseguia dormir 8h seguidas durante a noite (“glória a Deus,
senhor!”). Mal sabia eu
que isso duraria tão pouco.
No
quarto mês,
devolvi Francisco ao berço, com
a ideia de adaptá-lo ao seu
quartinho para
que ele visse aquele ambiente como um lugar de relaxamento e
identidade. Na minha cabeça, ele precisava ter um espacinho
dele na casa. E deu supercerto.
Ele não sentiu a menor diferença – pelo menos aparentemente –
quando mudou seu sono para o bercinho.
Tudo
ia às mil maravilhas e eu vivia a lua de mel com minhas 8h de sono
noturno. Até que, por volta do quinto mês, Francisco já
dava sinais de que precisava iniciar a sua introdução alimentar.
Como ficou evidente isso? Ele acordava a cada UMA hora para mamar
durante a noite. Se eu tivesse muita sorte, conseguia dormir DUAS
horas seguidas. Mas segurei – nem tão firme e nem tão forte – a
onda.
Minhas
olheiras já alcançavam a boca quando Francisquito começou a
introdução alimentar. Comendo muito mal, obrigada, as dormidas não
mudaram muita coisa e seguiram bem ruins. Além disso, ele nunca foi
dado aos cochilos de dia. Até hoje, costuma dormir 20 min pela
manhã, por volta das 10h, e mais uns 20 min de tarde, por volta das
14h, e isso é tudo.
Hoje
em dia, com seus nove
meses, Francisco
continua com o mesmo hábito dos cochilos curtos, mas já consegue
dormir UM POUCO melhor a noite. Quando eu falo “um pouco”, estou
dizendo que, no período de 20h30 até as 7h, em algum momento, ele
vai conseguir esticar umas três horinhas seguidas de sono, mas o
restante vão ser dormidas descompassadas e interrompidas até
acordar de vez, no dia seguinte.
Acredito
que a partir do momento em que o bebê começa a se alimentar mais
substancialmente, de forma condizente com as necessidades da idade, o
sono também vai melhorando. Saco vazio não fica em pé e,
definitivamente, não consegue se manter deitado também. Mas, segundo me disseram, há esperanças pós-um ano de vida! Aguardo ansiosamente esse momento!!
Por enquanto, aceito a noite em dormidas homeopáticas e conto com a ajuda de Suzana, que me auxilia aqui em casa, e fica com Francisquito para que eu durma um pouco pela manhã. A gente tem que dar nossos pulos do gato, né? <3
Por enquanto, aceito a noite em dormidas homeopáticas e conto com a ajuda de Suzana, que me auxilia aqui em casa, e fica com Francisquito para que eu durma um pouco pela manhã. A gente tem que dar nossos pulos do gato, né? <3
Um conselho que eu acho que pode ajudar é observar onde e como seu bebê parece dormir melhor. Francisco, até uns quatro meses, por exemplo, AMAVA dormir com o pai na rede. Então a gente deixava ele pegar no sono por lá e só depois transferia ele ao berço.
P.S.: Vale lembrar que a OMS - Organização Mundial de Saúde - indica que o bebê deve dormir sempre de barriga para cima e livre de lençóis e objetos que possam causar asfixia, ok? (depois, dá um google nessa informação para mais explicações).
A
rotina que, mais ou menos, estabeleci foi:
1)
Francisco dorme por volta das 20h30. Aos trancos e barrancos, leva
esse sono até, no máximo 7h, quando mama um pouquinho;
2)
Ofereço o café da manhã (hoje em dia uma fruta + algum tubérculo)
às 8h;
3)
Lá pelas 10h, ele toma o banho e acaba relaxando tanto que:
4)
Dá um primeiro cochilo da manhã, que não passa de 30 min;
5)
Mama assim que acorda;
6)
Almoça por volta das 13h30;
7)Cochila
às 14h (também uns 30 min);
8)
Lancha uma frutinha e/ou biscoito de arroz;
9)Brinca;
10)
Toma banho novamente por volta das 16h;
11)
Mama mais um tantinho;
12)
Janta às 19h e:
13)Toma
banho logo em seguida – devido ao caos instalado pós-sopinha hehe.
Desse banho, ele já sai de pijama. Não ofereço mais brinquedos e
tento criar uma atmosfera de mais tranquilidade na casa: luzes
baixas, pouco barulho, pouca movimentação com ele;
14)
Às 20h ele toma uma mamadeira de vitamina de abacate, mamão ou
banana e acaba dormindo lá pelas 20h30., quando o looping do sono
noturno de instala e a gente abraça a guerra firme e forte!
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